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Estação e Museu Ferroviário
 

Data de Tombamento Individual pelo IPHAN: 03 de agosto de 1989.

N° do Processo de Tombamento: 1.185-T-85.

 

O ano de 1881 marcou o início de uma fase importante para o município de São João del-Rei, data em que foi entregue ao tráfego a primeira seção da Estrada de Ferro Oeste de Minas – São João/Sítio (hoje Antonio Carlos) – estabelecendo-se a ligação com a estrada de Ferro D. Pedro II (depois Central do Brasil) que, por sua vez, ligava Minas ao Rio de Janeiro. A estrada de ferro, resultante da iniciativa dos próprios grupos políticos e econômicos são-joanenses responsáveis pela organização da Companhia Estrada de Ferro Oeste de Minas, ampliou e facilitou a comunicação de todo o Vale do Rio das Mortes com as zonas cafeeiras e com o Rio de Janeiro, centros consumidores importantes da produção agropecuária regional. Por ela escoavam os “gêneros do sertão do oeste (laticínios, gado bovino e cavalar, sola, couros, algodão, tecidos, manganês, etc.)” e chegavam o sal e alguns produtos industrializados, sendo ainda São João del-Rei e Barbacena os principais pólos receptores e distribuidores. Verifica-se que São João del Rei apresentou tendência de crescimento em direção à linha férrea e, mais nitidamente, em direção ao arraial de Matozinhos, já sendo prevista então a junção dos dois núcleos: “...Matozinhos oferece proporções maravilhosas para aumentar no triplo, com vantagem inquestionável, o atual núcleo urbano de São João d’El Rey”. A tal ponto a interdependência do arraial com a cidade tinha adquirido importância que, a partir da inauguração da estação férrea suburbana de Chagas Dória no ano de 1908 em Matozinhos, este passou a ser servido por cinco trens diários para São João, utilizados no tráfego de passageiros e no transporte dos produtos da indústria de laticínios ali instalados.

O conjunto definido como Estação Ferroviária é datado, provavelmente, da época da implementação da Estrada de Ferro Oeste de Minas, que ocorreu no ano de 1881, por iniciativa dos próprios habitantes da cidade, dando a ela novo alento em termos econômicos. Tal afirmativa fundamenta-se nas características estilísticas e tipológicas das construções existentes nas quadras do entorno da estação: casas térreas ou sobradadas, com platibandas e varandas laterais, preenchidas de uma rica decoração eclética.

Com o fim do transporte por trilhos, alteraram-se não os usos originais – residencial para os funcionários das ferrovias, ou de serviços, constituindo uma “São João del-Rei Ferroviária” -, mas o público destinatário. No momento, as residências não são mais exclusivas da Rede Mineira de Viação ou da RFFSA, atingindo todo o público da cidade, inserindo a área no contexto da especulação imobiliária. Do mesmo modo, armazéns e restaurantes que subsistiam em função do movimento original, hoje se destinam à população local que trabalha no centro ou aos turistas que nos finais de semana desfrutam da pitoresca viagem a bordo de nossa tradicional Maria Fumaça, saindo de São João del-Rei com destino a Tiradentes. Sem dúvida, é um passeio inesquecível.

Atualmente, nos pátios da Estação da Estrada de Ferro Oeste de Minas, se encontra a Rotunda, local onde podemos contemplar um rico acervo de locomotivas Baldwin.

Em seu complexo podemos visitar também o Museu Ferroviário com belíssimas fotos e objetos antigos retratando o passado e nos mostrando o desenvolvimento do transporte ferroviário através dos tempos.

Referências Bibliográficas

Fundação João Pinheiro, Belo Horizonte. Diretoria de Assessoramento e Programas Especiais, ed. São João del-Rei: a Região, a Cidade, o Patrimônio de História e Arte. Belo Horizonte, 1983. P. (Programa de Disseminação de Estudos da Fundação João Pinheiro. História, documento 1) CDU: 981.512 – São João del-Rei. 

Guia dos Bens Edificados de São João del-Rei. Projeto Conhecer para Preservar – 2008/2010.